Summer Kitchen começa com uma descoberta: uma arrecadação na cobertura plana de um edifício, pertencente a um cliente francês, com uma vista e uma exposição que pediam mais do que arrumação.
A infraestrutura já lá estava — água, esgotos, eletricidade —, o que tornou tudo mais simples. Aquele espaço podia tornar-se uma cozinha: não uma qualquer, mas uma pensada especificamente para os dias de verão — aberta, luminosa, sem a seriedade do interior.
A construção seguiu uma lógica de leveza e coerência. Uma estrutura de alvenaria organiza os diferentes espaços necessários para cozinhar — cada função no seu lugar, sem improviso. O microcimento branco reveste tudo, da base ao acabamento, criando uma superfície contínua que reflete a luz e limpa visualmente o conjunto. As portas, discretas, escondem os eletrodomésticos e garantem que o que se vê é apenas a forma.
O resultado é um espaço que não tenta parecer uma cozinha comum levada para o exterior — é antes um lugar próprio, concebido para o calor, para a luz de Lisboa e para o prazer tranquilo de cozinhar sob o céu.