A casa em São Domingos de Rana ficar-nos-á na memória, não apenas pelo resultado, mas pelo caminho.
O maior desafio deste projeto não foi técnico nem de desenho: foi logístico. A família continuou a habitar a casa durante toda a obra, o que exigiu uma organização cuidadosa, uma sequência de trabalhos pensada ao pormenor e, acima de tudo, muita paciência de ambos os lados.
A solução foi avançar por fases. Começámos pela primeira instalação sanitária e, só depois de concluída e entregue, demos início à seguinte. O espaço ia sendo devolvido à família, sem nunca deixar a casa totalmente inoperacional. Em paralelo, as intervenções de maior dimensão —substituição do pavimento e pintura geral — foram sendo encaixadas nas janelas possíveis, sempre com o cuidado de perturbar o mínimo o quotidiano de quem ali vivia.
Não foi simples. Exigiu coordenação, flexibilidade e uma relação de confiança com os clientes que só se constrói quando há transparência de parte a parte.
No final de contas, tudo correu bem. A casa ficou como devia ficar, a família nunca teve de sair, e nós aprendemos que o equilíbrio pode ser o foco de um projeto.