Este projeto de renovação começa por respeitar o que a casa já é: um apartamento dos anos 1940, com a sua estrutura mista — laje de madeira nos quartos e na sala, betão armado na cozinha —, que chegou até nós com o desgaste natural de décadas de vida.
O soalho de madeira, muito envelhecido, não tinha recuperação viável. A decisão foi retirar o existente e colocar novas réguas de pinho, devolvendo ao espaço a mesma linguagem, mas com dignidade. Em simultâneo, e porque uma casa com esta idade exige olhar para o que não se vê, tratámos a estrutura de barrotes com Xilofene (um cuidado invisível, mas essencial para prolongar a vida do que sustenta tudo o resto).
Na instalação sanitária, o desafio foi outro: o espaço era pequeno, e a resposta passou por aproveitá-lo ao máximo. As bancadas em alvenaria receberam microcimento — uma superfície contínua, limpa e resistente. No chão e nas paredes da base de duche, cerâmico cinzento para unificar sem complicar.
Conclusão: renovou-se o que estava gasto, protegeu-se o que ainda tinha valor e devolveu-se ao apartamento uma coerência que o tempo havia diluído.