Este projeto nasce de duas necessidades muito concretas: espaço para estudar e espaço para estar ao ar livre. O apartamento, para um casal jovem, tinha algo raro: elementos que já lá estavam e que valia a pena guardar.
O pátio tornou-se o centro da vida social da casa. Para aproveitar ainda mais a exposição solar, instalámos uma escada de caracol que sobe até à cobertura plana da sala, transformando uma superfície esquecida num lugar onde o sol se aproveita com calma.
A abordagem aos materiais foi de equilíbrio: o barro do pátio já existia, assim como alguns cerâmicos antigos na cozinha. O piso autonivelante epóxi, sem juntas, entra como contraponto contemporâneo: limpo, contínuo, sem ruído visual, deixando os elementos antigos respirar.
Na cozinha, o espaço era curto, mas a solução foi precisa: um tampo rebatível, com acabamento em cabedal e ilhós, que surge quando é preciso e desaparece quando não é. Uma peça funcional que é também um objeto — a mesa que se monta e desmonta ao ritmo do dia.
Esta é a prova de que nem sempre temos de escolher entre o que já existia e o que chegou depois. Podemos, simplesmente, juntar os dois.